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10 lições de vida que eu aprendi aos 20 e poucos anos de idade

Tenho 24 anos. Mais do que muitos jovens que iniciaram projetos bilionários e estão inspirando pessoas em todo o mundo, e menos do que muitos adultos que já estão longe dos seus 20 e poucos anos de idade. Com essa idade, tão jovem, eu reconheço que tenho muito o que aprender, mas também entendo que estou vivendo anos precisosos e que devo aplicar o pouco que já aprendi até agora.

Aqui estão os meus maiores aprendizados:

1. A minha marca pessoal não vale tanto quanto a minha identidade

Na época da faculdade, enquanto eu estudava sobre personal branding — formação da marca pessoal — eu reconheci que as pessoas devem trabalhar para criar uma imagem sobre elas mesmas na mente de outras pessoas.

Quer dizer que o modo que falamos, o que vestimos, a maneira como nos relacionamos, incluindo nosso caráter e atitude, contribuem para a formação da nossa marca pessoal. Eu tenho me dedicado a isso, mas até certa medida.

Para mim, a imagem — ou o que as outras pessoas vêem em mim — não vale tanto quanto quem eu acredito que sou — a minha identidade. Por isso, aprendi que vale mais a pena dedicar esforços para manter a minha autenticidade.

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2. Os meus melhores amigos são aqueles com quem eu posso contar

Na infância e na adolescência, eu acreditava que os amigos que eu estava fazendo estariam para sempre do meu lado, compartilhando dos melhores momentos e até das maiores adversidades da vida comigo.

Eu gostaria de continuar acreditando nisso, mas o que eu percebi ao longo do tempo é que novos amigos vão surgindo, e são eles que se dispõem a dar a mão quando eu preciso, pelo simples fato de estarem por perto.

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3. Os vínculos fracos são indispensáveis para tudo que eu for fazer

Para te dar um pouco de contexto, os vdeínculos fracos são definidos como as pessoas que encontramos, ou os indivíduos com quem temos algum tipo de relação indireta — embora não as conheçamos bem. Eles são diferentes dos nossos vínculos fortes, que contemplam a nossa família, colegas de trabalho e amigos mais próximos.

Por estarem vivendo vidas paralelas, consumirem diferentes fontes de informação, trabalharem em outros tipos de ambientes, etc, os vínculos fracos nos trazem novas perspectivas. Eles são como uma ponte para um lugar desconhecido, onde poderiam existir oportunidades que não enxergamos bem à nossa frente.

4. A minha vida deveria parecer melhor nas mídias sociais — e não importo

Todos os dias, eu vejo fotos no Instagram de amigos que estão de férias em algum destino paradisíaco; outros postarm sobre uma nova promoção no LinkedIn, enquanto eu sigo levando a minha vida medíocre.

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A questão não é se fico ou não feliz pelas coisas que os meus amigos estão conquistando. Eu apenas percebo que isso tudo não está acontecendo na minha vida, e que ficar rolando a linha do tempo no Facebook toma me rouba o tempo que poderia utilizando agradecendo pelas coisas boas que acontecem na minha própria vida.

5. Aprender algo todos os dias é crucial para manter a minha mente ativa

Cientistas e antropólogos provaram que quanto mais usamos o nosso cérebro, mais cérebro temos para usar. Eu tento fazer isso enquanto busco aprender uma nova habilidade todos os dias.

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Seja novas palavras em francês, receitas para o jantar, remover atividades da minha rotina, pesquisar sobre tópicos para escrever aqui no blog, eu estou sempre buscando formas de evoluir, para inspirar outras pessoas a seguirem esse caminho.

6. Me conformar com as coisas é uma forma medíocre de lidar com elas

Eu já passei por muitos momentos em que eu pensava que tudo o que eu conseguiria na vida era aquilo mesmo. Esse foi um dos melhores erros que eu poderia ter tido, pois com ele eu aprendi a diferença entre mediocridade e excelência.

A busca por ampliar o meu conhecimento e derrubar as minhas crenças tem me ajudado a melhorar a minha realidade.

7. Investir para a aposentadoria deve começar agora e não depois

A verdade é que na faixa dos 20 e poucos anos de idade, muitos de nós ainda estão comprometidos em pagar o financiamento da faculdade, ou as entradas para os shows e baladas, as roupas da moda e o último modelo de celular.

Se não bastasse, logo surgem os compromissos financeiros relacionados ao casamento dos sonhos, ao aluguel de um apartamento maior, à parcela do carro e a chegada dos filhos.

De fato, sempre terão mais coisas para comprar do que dinheiro para comprá-las, Mas, parece que nenhuma outra geração enxergava o quão necessário e urgente é se preparar para a aposentadoria quanto a nossa.

8. Ser seletivo (também) é fundamental ao iniciar um relacionamento

Isso vale para qualquer tipo de relação, mas, especialmente para os relacionamentos românticos, os 20 e poucos anos de idade aparentemente têm se tornando um sinônimo de descompromisso. O que eu aprendi com isso é que, mesmo que o casamento seja assunto para o futuro, de nada vale “ficar por ficar”.

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Nada contra a diversão, mas permanecer trocando de parceiros por uma década inteira, para mim, significa uma grande perda de tempo.

9. Como lidar com a incompatibilidade vale mais do que ser compatível

“As pessoas amam aquelas que lhe são semelhantes”. Quem já se deparou com essa famosa citação de Aristóteles pode concordar que a afinidade com as pessoas é importante e isso também vale para o casamento.

No entanto, a convivência com pessoas tão diferentes no meu dia a dia me faz entender que o que vale mais para qualquer relacionamento ser bem-sucedido é como lidamos com as diferenças. Eu não preciso ser Aristóteles para pronunciar algo como: “As pessoas amam aquelas que sabem lidar com as diferenças”.

10. Posso mudar tudo, mas começo e termino com uma família

Família, para mim, são as pessoas que eu amo, mesmo que não compartilhemos do mesmo laço sanguíneo. É essa família que eu quero que permaneça comigo até o final. Partindo deste conceito familiar que eu estabeleci para mim, é difícil imaginar como é a vida das pessoas que consideram não ninguém para amar e ser amado.

Como seria a sua lista de aprendizados aos 20 e poucos anos de idade? 

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