Aprendizado Millennials

10 lições que eu aprendi aos 20 e poucos

Tenho 24 anos. Mais do que muitos jovens que iniciaram projetos bilionários e estão inspirando pessoas em todo o mundo. Menos do que muitos adultos que já passaram pela década dos 20 aos 30, sem tomar nenhuma decisão de vida relevante.

Com essa idade, eu apenas me sinto capaz de falar de alguns dos meus aprendizados. E aqui estão dez entre eles:

1. O meu capital de identidade é a essência da minha marca pessoal

Gosto de pensar que cada indivíduo é uma marca. Temos qualidades e diferenças distintas de qualquer outro indivíduo. Oferecemos uma experiência a cada interação que temos com as outras pessoas. Além disso a combinação do nosso nome com as nossas digitais forma um elemento que ninguém poderia copiar.

E tudo o que ouvimos, falamos e aprendemos acrescenta ou diminui a percepção de valor sobre nós mesmos e esse valor é o capital de identidade que eu quero construir.

2. As amizades que eu mantenho hoje nem sempre são as de longa data

Na infância e na adolescência, eu acreditava que os amigos que eu estava fazendo estariam para sempre do meu lado, compartilhando dos melhores momentos e até das maiores adversidades da vida comigo.

Eu gostaria de continuar acreditando nisso, mas o que eu percebi por experiência é que novos amigos vão surgindo, e são estes que se dispõem a dar a mão quando eu preciso, pelo simples fato de estarem por perto.

3. Os vínculos fracos são indispensáveis para tudo que eu for fazer

Vínculos fracos são as pessoas que encontramos, ou os indivíduos com quem temos algum tipo de relação indireta. Estes não conhecemos bem. Eles são diferentes dos nossos vínculos fortes, como a família e os amigos, que tem acesso às mesmas fontes de informação que nós mesmos utilizados.

Por essa razão, os vínculos fracos nos trazem novas perspectivas. Eles são como uma ponte para um lugar desconhecido, onde poderiam existir novas oportunidades.

4. A minha vida deveria parecer melhor no Facebook, mas isso já não importa

Todos os dias eu vejo em meu mural no Facebook fotos de amigos que estão de férias em algum destino paradisíaco. Outros deles acabam de postar sobre uma nova promoção no trabalho. Outros estão com as suas famílias em frente à sua casa do lago e por aí vai.

A questão não é se fico eu estou feliz pelas coisas que eles estão conquistando. Eu apenas percebo que isso tudo não está acontecendo na minha vida, e que ficar rolando a linha do tempo no Facebook toma todo o meu tempo que poderia ser melhor utilizado agradecendo pelas coisas boas que acontecem na minha própria vida.

5. Aprender algo todos os dias é o que mantém a minha mente ativa

Cientistas e antropólogos provaram que quanto mais usamos o nosso cérebro, mais cérebro temos para usar. E eu tento fazer isso enquanto busco aprendendo uma nova habilidade todos os dias.

Seja repetindo novas palavras em francês, criando novas receitas para o jantar, acrescentando e removendo atividades da minha rotina, pesquisando novos assuntos para escrever nesse blog, eu estou sempre buscando maneiras de evoluir. E, se possível, inspirar outras pessoas a fazer o mesmo.

6. Me conformar com as coisas é uma forma medíocre de lidar com elas

Eu já passei por muitos momentos em que eu pensava que tudo o que eu conseguiria na vida era aquilo mesmo. E basta. E esse foi um dos melhores erros que eu poderia ter tido, pois com ele eu aprendi a diferença entre mediocridade e excelência.

A busca por ampliar o nosso conhecimento e derrubar as nossas crenças pode nos ajudar a mudar definitivamente a nossa realidade, nos tornando seres humanos melhores.

7. Investir para a aposentadoria deve começar agora e não depois

A verdade é que na faixa dos 20 e poucos anos de idade, muitos de nós ainda estão comprometidos em pagar o financiamento da faculdade, ou as entradas para os shows e baladas, as roupas da moda e o último modelo de celular.

E, se não bastasse, logo surgem os compromissos financeiros relacionados ao casamento dos sonhos, ao aluguel de um apartamento maior, à parcela do carro e a chegada dos filhos.

De fato, sempre terão mais coisas para comprar do que dinheiro para comprá-las, Mas, parece que nenhuma outra geração enxergava o quão necessário e urgente é se preparar para a aposentadoria quanto a nossa.

8. Ser seletivo (também) é fundamental ao iniciar um relacionamento

Isso vale para qualquer tipo de relação. Especialmente, para os relacionamentos românticos, a faixa dos 20 aos 30 está se tornando sinônimo de descompromisso.

E mesmo que o casamento seja assunto para o futuro, de nada vale “ficar por ficar”. Nada contra a diversão, mas permanecer trocando de parceiros por uma década inteira, para mim, significa uma grande perda de tempo.

9. Como lidamos com a incompatibilidade vale mais do que quão compatíveis somos

“As pessoas amam aquelas que lhe são semelhantes”.

Quem já se deparou com essa famosa citação de Aristóteles pode concordar que a afinidade com as pessoas é importante e isso também vale para o casamento.

Mas, a convivência com pessoas tão diferentes no meu dia a dia me faz entender que o que vale mais para qualquer relacionamento ser bem-sucedido é como lidamos com as diferenças. E eu não preciso ser Aristóteles para pronunciar algo assim: “As pessoas amam aquelas que sabem respeitar as diferenças”.

10. Posso mudar tudo, mas começo e termino com uma família

É difícil imaginar como é a vida das pessoas que consideram não ter uma família. Família, para mim, são as pessoas que eu amo, mesmo que não compartilhemos do mesmo laço sanguíneo. E é essa família que eu quero que permaneça comigo até o final.

Eu poderia seguir essa lista com tantos outros aprendizados. Mas, o ponto não é revelar exatamente tudo o que eu aprendi. E, sim, destacar o que é realmente importante. Por enquanto, o que realmente tem valor na minha vida é bem simples e se resume em poucas (bem poucas) palavras: seguir aprendendo sempre.

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