Estilo de vida Hábitos

Por que eu não me preocupo com a saúde

Se eu já não me preocupo com a saúde, você também não devia se preocupar. Quer saber por que? Em uma frase: a preocupação não te leva a lugar algum. A resposta mais enrolada (quis dizer, elaborada) é o que eu aprendi por experiência:

Eu já me preocupei por tempo demais sobre a minha saúde. Eu contava calorias antes e depois de comer. Eu evitava frituras e refrigerante. Eu deixava de tomar sol por medo do câncer de pele. Mas, toda essa preocupação estava me trazendo o resultado oposto: mais estresse, dores de cabeça e baixa imunidade – algumas das coisas que eu tentava evitar.

Então eu dei um “basta!” para essa preocupação toda.

E se fizesse uma analogia, aquela minha antiga preocupação com a saúde se parecia com o que muitos de nós sentimos com relação ao dinheiro. Mesmo se não temos muita grana, somos motivados pelas fotos dos nossos amigos no Facebook que estão de férias no Caribe, e lá vamos nós a reservar o próximo vôo, antes de mesmo de começar a poupar ou investir. E, se o nosso modelo de celular está ultrapassado, muitos de nós não hesitam em trocar pelo último lançamento.

Assim também, as pessoas que reclamam que estão com o colesterol alto e diabetes fora de controle diluem um hambúrguer duplo com uma garrafa de refrigerante no almoço (sinto por usar esse exemplo, caso esta tenha sido a sua última refeição). O meu ponto é que esperamos que o “efeito placebo” aconteça, sempre que nos preocupamos com a saúde. Esperamos que o fato de nos preocupar, por si só, já é o suficiente, e não temos que fazer mais nada em relação a isso.

Então, talvez seja a hora de deixar a sua preocupação de lado e começar a fazer algo. Mas, antes de mais nada, eu tenho que te lembrar que este é o problema: começar. Quantas vezes deixamos ideias brilhantes a mercê da nossa própria sorte pelo simples fato de que dar o primeiro passo para colocá-la em prática parece doloroso demais? Mas, calma, porque existe uma solução. E a solução é tornar o primeiro passo o mais fácil possível.

Se você ainda não está convencido de que vale a pena levar um estilo de vida saudável, sem nenhuma preocupação com a saúde, dê um pequeno passo em direção a isso. E se você ainda não sabe por onde começar, aqui estão algumas dicas (que, provavelmente, você já esteja careca de escutar):

1. Comer bem

Hoje em dia existe uma infinidade de informação (útil e inútil) na internet e em livros sobre dietas de baixa gordura, zero glúten ou lactose, outras ricas em proteínas, batidas no liquidificador e por aí vai. Mas parece que em vez de nos ajudar, toda essa informação nos confunde. É frustrante, eu concordo.

Então, o primeiro passo para manter a saúde parece ser voltar a consumir tudo o que os nossos avós reconheciam como comida de verdade:

  • Frutas e legumes
  • Grãos integrais e
  • Gorduras saudáveis

Simples assim. Cada um decide que tipo de alimentos entra em cada uma destas categorias, de acordo com o próprio paladar ou restrições alimentares. Gorduras, por exemplo, podem ser de fontes vegetais, como abacates e nozes.

E nada de contar calorias! A fome é o que deve ser a guia para decidir a quantidade de alimentos que vai para o prato. E você deve concordar que não faltam alternativas.

Agora, não vale consumir em excesso:

  • Gorduras saturadas
  • Açúcar
  • Grãos refinados
  • Sódio e
  • Álcool

Os nossos avós já diziam: “coma de tudo, com moderação”. Em vez de excesso, busque incluir uma variedade de alimentos no prato.

Lembre: nada de passar fome. Estudos comprovam que as pessoas que saltam refeições acabam comendo muito mais nas refeições seguintes e, claro, acabam engordando.

Busque comer bem, todos os dias. Feito isso, o próximo passo para manter a saúde é esse:

2. Praticar exercícios físicos

Todas as calorias consumidas durante a alimentação representam energia que será utilizada para as atividades diárias, ou estocadas em forma de “pneuzinhos”. Vou ter que repetir isso para frisar: quem queima mais calorias do que consome perde peso. Quem consome mais calorias do que queima armazena o excesso.

Então, desligue a televisão e vá brincar com as crianças. Se estiver no trabalho, faça uma pausa, mas não para o café. Alongue-se. Use as escadas em vez do elevador. Tire o par de tênis do armário e saia para uma corrida. Ou, se ainda falta motivação, matricule-se em uma academia. Lá terá gente suficiente para te inspirar de alguma maneira.

Lembre que o exercício anaeróbico (peso ou musculação) ajuda a formar a densidade óssea e os músculos. Já o exercício aeróbico tem foco em queimar calorias, ajudar na resistência, força, saúde do coração e na capacidade pulmonar. Além do mais, estudos mostram que atividades aeróbicas aceleram o metabolismo durante e horas após o exercício.

Agora, se você leva uma vida sedentária, vá com calma. Consulte o seu médico para recomendar um início lento que te leve a um regime de exercícios regular. Certifique-se também de beber bastante água, na medida que aumentar o seu volume de exercícios.

Para mim, caminhar sempre foi a melhor atividade física. Tanto que eu escrevi um artigo dedicado a isso no último mês. Uma caminhada pelo parque, para ir e voltar do trabalho, funcionam uma maravilha. Mas, caminhe. Cerca de 30 minutos de caminhada pode queimar até 150 calorias. E de quebra, ajuda a fortalecer o coração, aumentar a densidade óssea e criar resistência física.

Finalmente, depois de comer direito e praticar exercícios físicos, é preciso dormir bem. E existe coisa mais fácil de se fazer do que isso? Ei, espera, antes de começar a contar carneirinhos, tente terminar de ler o seguinte tópico. Será breve, eu prometo.

3. Dormir

Um adulto precisa de oito horas de sono, em média. O sono é um momento em que o  sistema imunológico se recupera. Uma pesquisa americana concluiu que as pessoas que dormem menos de seis ou mais de nove horas por noite têm uma taxa de mortalidade 30 por cento mais elevada do que aquelas que regularmente dormiam sete a oito horas.

Em suma, coma bem, pratique atividades físicas regulares e durma o bastante. Ah, e deixe de se preocupar com a saúde.

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