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3 lições de vida que que aprendi viajando para Machu Picchu

Mmachu Picchu é um daqueles destinos que quase todo mundo sonha conhecer, mas que poucos têm uma boa razão para isso, que não seja apenas a de postar uma selfie chegando no topo da montanha, a 2.430 metros sobre a floresta tropical. Não há nada de mal nisso, mas eu vejo que aquelas pessoas que se interessam em visitar essa principal atração turística do Peru deviam ter um pouco mais de contexto antes de fazer as malas.

Sabe por que?

Exatamente porque eu mesma sabia pouco sobre o significado de Machu Picchu antes de colocar os meus pés naquelas ruínas construídas pelo império Inca. Eu não sabia nem mesmo o significa deste nome.

Ok, vamos fazer uma pausa para matar a sua curiosidade: “Machu” vem do vocabulário Quechua, que significa antigo, e “Picchu” significa montanha, portanto, “Machu Picchu”, em tradução livre, significa montanha antiga.

O monumento foi construído no século XV, mas foi aberto ao mundo desde a chegada do professor e antropólogo Hiram Bingham. No entanto, antes que você se equivoque com essa ideia, Bingham não foi o descobridor de Machu Picchu. Primeiro, porque já se sabe que havia povoados que viviam no lugar há anos. Depois, porque há evidências de que um morador local foi quem “descobriu” o monumento.

Depois desta “descoberta”, surgiram novas investigações sobre o papel deste local. As descobertas foram esclarecedoras: Machu Picchu simboliza a habilidade técnica e a produtividade do Império Inca em seu apogeu.

Esta chegou a ser considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno. Não é à toa, Machu Picchu é uma obra-prima da arquitetura. Tudo é sagrado e cultural e está relacionado entre si, incluindo o ambiente natural em que é construído.

Se você quer ter uma ideia do que pode encontrar por lá, saiba que o espaço é composto por praças, templos, túmulos, salas para armazenar alimentos, canais de pedra, escadas e plataformas — distribuídos na topografia de uma montanha.

No momento em que eu fui capaz de arrumar as malas para visitar Machu Picchu, eu sabia que o caminho até lá seria longo. Eu saí de casa, na África do Sul, tomei três vôos, um táxi, um trem e um ônibus para chegar lá. Todo esse trajeto me serviu para uma reflexão sobre os meus aprendizados, o que me levou a escrever este artigo.

Aqui estão algumas das lições de vida aprendidas nesta viagem.

A percepção sobre a experiência não é igual para ninguém

Nas minhas viagens até hoje, eu raramente fico em resorts — prefiro lugares que estão no coração da cidade onde eu posso simplesmente sair pela porta e explorar. O mundo fora de um resort é o mesmo que eu posso observar pela janela do carro.

No entanto, experimentar acomodações que realmente se parecem com o cenário à minha volta me livra da culpa de dormir em lindas acomodações enquanto, ao meu redor, eu observo casas modestas construídas de barro, com chão bruto.

Embora eu pudesse escolher o tipo de acomodação em que eu passaria um par de noites, eu sabia que a minha experiência de visitar Machu Picchu seria muito diferente dos nativos de Urubamba ou Águas Calientes. Eu apenas me senti grata pela oportunidade de fazer a viagem e descansar confortavelmente no final do dia — da mesma maneira que os locais fariam.

O objetivo é o destino e não o caminho

Muitas pessoas que visitam Machu Picchu escolhem fazê-lo por meio de uma caminhada de quatro dias pelo Vale Sagrado, embora esse não tenha sido o caminho que eu tomei.

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Não sinto vergonha de ter tomado um trem pelo vale e, depois, um ônibus que me levou até a montanha. Eu adoro caminhar, mas também adoro algum tipo de comodidade, tanto quanto eu aprecio uma cama macia e uma boa refeição ao final do dia.

Este foi um grande lembrete de que minha experiência em Machu Picchu não foi menos válida porque eu tomei um caminho diferente para chegar lá. Eu ainda fui capaz de experimentar a conexão ao espaço natural e à beleza das ruínas.

Todos devem chegar ao seu objetivo da maneira que faz sentido para cada um.

Quanto maior o esforço, maior a recompensa

Dito isto, os resultados e as recompensas são geralmente proporcionais à quantidade de trabalho que você coloca. Viajar pelas ruínas de Machu Picchu foi uma experiência mágica em si, mas as melhores vistas são do topo das montanha.

E eu meu marido adicionamos a caminhada até “Machu Picchu Mountain” para o nosso itinerário antes de sairmos, sem perceber dois pontos importantes:

  1. Você deve começar a subir antes das 11:00 da manhã ou então não seria permitido começar.

  2. O caminho é praticamente todo em forma de escadas. Com apenas um dia para se acostumar à mudança de altitude, partimos para chegar ao topo do montanha. Honestamente, fazia muito tempo desde que eu havia me esforçado tanto em uma caminhada. Em alguns momentos, eu cheguei a me questionar se eu seria capaz de chegar ao topo.

Fiquei feliz quando o meu marido fazia uma pausa para tirar fotos, porque isso me dava a chance de recuperar o fôlego.

Enquanto caminhávamos, outras pessoas no caminho repetiam “você está quase lá, não desista!” Quanto mais elas repetiam, mais eu acreditava. “Falta pouco!“, eu repetia para mim mesma.

O valor da persistência 

Quando chegamos ao topo, nos misturamos com os outros que haviam chegado antes de nós. Claro que eu tirei um selfie naquele momento, em frente ao sinal da montanha de Machu Picchu.

Eu nunca esquecerei de estar acima das nuvens, observando aquele magnífico vale abaixo dos meus olhos.

Se eu tivesse desistido quando minhas pernas e pulmões disseram que eu deveria, eu teria perdido a chance de ver uma das maravilhas do mundo. Assim eu não consigo imaginar que alguém que tenha feito o mesmo tivesse se arrependido.

Admirando lá de cima, eu sorri com orgulho do que eu fiz e da beleza que estava bem na frente dos meus olhos.

Você já esteve em Machu Picchu? Compartilhe a sua experiência nos comentários abaixo!

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