Mais liberdade

5 maneiras em que o meu casamento me ensinou a ser mais livre

Antes de dizer “sim” a um pedido de casamento, eu observava o compromisso sério de uma distância cautelosa — como se isso fosse algo a ser evitado a todo custo, devido à potencial perda da minha independência. Eu sei que não estou sozinha nesse sentimento — muitos homens e mulheres pensam que o casamento é apenas uma forma de roubar a própria liberdade.

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Incrivelmente, quando o dia do meu casamento chegou, eu me senti sem limites. Eu senti que eu tinha acabado de entrar em um relacionamento saudável, enraizado na confiança e que me permitia ser eu mesma, para dizer o que eu precisava, usar a minha voz e estabelecer os caminhos para realizar o meu propósito.

Entenda o que foi necessário para manter esse sentimento de liberdade depois do meu casamento.

1. Estabelecer o meu próprio espaço

Para relaxar após o trabalho, meu marido gosta de se esparramar pelo chão com as nossas filhas, ler contos e cantar. E eu?

Eu prefiro tomar um banho quente e me jogar sobre a cama com um agradável livro nas mãos.

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Nós até gostamos de uma ou outra coisa em comum, mas somos pessoas diferentes com diferentes interesses, preferências e necessidades — o que significa que foi necessário estabelecer o espaço de cada um.

Eu conheço um casal que está junto a mais de 25 anos e que estão fazendo isso muito bem. Se o marido decide passar a noite assistindo futebol na televisão, a esposa não hesita em ir para a cama mais cedo. Quando estão de viagem e as atividades refletem seus diferentes interesses, cada um passa o dia como mais deseja. No final do dia, eles costumam somar incríveis experiências para compartilhar juntos em uma boa conversa durante o jantar.

Claro que não há nada de errado em desejar passar todos os minutos livres do seu dia ao lado do seu parceiro. Mas também é bom passar algum tempo cultivando novas amizades, paixões e desenvolvendo atividades paralelas.

Estabelecer este espaço para desenvolver a sua própria individualidade o ajuda a praticar o autocuidado e lembra que você é uma pessoa singular e dinâmica, independentemente do seu status de relacionamento.

2. Deixar que o suporte inspire a confiança

Quando eu decidi me casar, eu mal conhecia o meu marido. A verdade é que eu disse “sim” para o seu pedido de casamento em nosso primeiro encontro.

Eu deveria desconfiar dele? Provavelmente, mas algo me dizia que os gestos de suporte que ele demonstrou quando eu falava das minhas próprias aspirações mereciam o meu voto de confiança.

Logo depois de nos casar, foi ele que me incentivou a realizar o meu sonho de inscrever-me para um programa de mestrado no exterior. E, como estávamos vivendo fora, com remotas possibilidades de que eu conseguisse um novo emprego logo, ele me incentivou a empreender em outros projetos pessoais.

Hoje, três anos depois, estou com o meu diploma de mestre em mãos, além de me sentir muito mais realizada no aspecto familiar da minha vida.

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De forma prática, a parceria permite a independência.

Se a base do seu relacionamento for saudável e segura, pode ser mais fácil assumir riscos. Se você confia que possui uma base sólida de apoio, lidar com críticas ou contratempos também será muito mais fácil.

3. Ser mais consciente sobre o meu papel

Às vezes eu olho para o meu marido do outro lado da sala e penso “como é que eu encontrei um homem assim?”.

Saber que ele é uma pessoa de valores, amorosa e comprometida tem um positivo impacto na minha capacidade de me apaixonar pelo meu parceiro uma e outra vez mais.

Nos melhores relacionamentos, cada pessoa se sente como se tivesse feito o “melhor negócio”. Elas também sabem que estão dedicando o seu melhor, enquanto retribuem o bom trabalho e dedicação ao parceiro que escolheram.

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4. Ser flexível e comunicar o que eu preciso

A independência é uma espada de dois gumes, no sentido de que você deve comunicar o que precisa para outra pessoa. Para isso, vale ser flexível em suas expectativas.

No entanto, não significa dizer “isso é o que eu quero, é assim que você se encaixa na minha vida; se você não gosta disso, vá à merd*“.

Apenas significa que o seu parceiro é uma pessoa singular, que carrega um passado, um presente multidimensional e um futuro incerto, assim como você.

Antes de me casar, por exemplo, eu tive namorados que compartilhavam o mesmo interesse que eu tenho pela leitura, pelos pensamentos divergentes e que contestavam as maiores crenças da sociedade. Eu pensei que era isso o que eu precisava — alguém que “combinava” comigo de maneiras muito específicas e estreitas.

Então eu conheci o meu marido, um engenheiro com um gosto mínimo por contestar tudo e cheguei a pensar “estamos totalmente condenados; podemos até nos casar, mas duvido que isso vá longe.”

Que engano!

Depois de um tempo, eu aprendi que tudo o que eu realmente queria era alguém capaz de respeitar e elevar as minhas paixões, bem como ouvir com entusiasmo sobre elas.

Na verdade, eu não precisava de alguém como eu, porque isso acabaria sendo extremamente aborrecedor.

Photo by Eduard Militaru on Unsplash

Claro que nós não conseguimos esse equilíbrio da noite para o dia. Até agora foram, pelo menos, três anos de tentativa e erro. Tudo o que fizemos foi descobrir maneiras de elevar as nossas diferenças de forma positiva, para, finalmente, sentir que somos vistos e ouvidos como indivíduos.

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5. Entender que duas metades completas formam o todo

Muitas vezes, os casais se descrevem como melhores amigos. Isso é lindo — mas eu não considero o meu marido como o meu melhor amigo. Ele é o meu parceiro, mas não é o meu tudo.

Ao longo dos anos, muitas vezes eu cometia o erro de pensar que um parceiro deveria me completar e satisfazer todas as minhas necessidades, o que é completamente irreal e auto sabotador.

Eu finalmente percebi que eu tinha que me sentir completa comigo mesma.

Em um casamento, confiamos que a outra pessoa sempre atuará no melhor interesse do casal — o que, às vezes, significa priorizar as coisas que nos fazem felizes individualmente para que possamos retribuir. Quer dizer que não se pode haver um todo sem duas metades completas e que somos responsáveis ​​por nutrir a nossa metade.

Então, pare de buscar um relacionamento “perfeito”. Em vez disso, procure um relacionamento saudável, mas não espere que alguém o complete. Só assim você se sentirá livre quando todos podem pensar que você está amarrado.

Agora é a sua vez: como você mantém a independência dentro de um relacionamento? O que o casamento lhe ensinou sobre liberdade e individualidade?

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