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7 lições para mulheres aventureiras que desejam viajar sozinhas

Eu nunca tive a intenção de viajar sozinha. Pelo contrário, eu estava convencida de que o meu intercâmbio no exterior seria um dos mais sociáveis ​​da minha vida. Percorrendo as linhas do tempo nas mídias sociais dos amigos, aqueles que tiveram o mesmo tipo de experiência que eu teria, pareciam que estavam levando a vida como uma longa festa.

Eu cai na realidade quando descobri que o meu primeiro trabalho no exterior seria como assistente em uma escola de ensino médio de uma cidade pequena e remota localizada bem lá no norte da Itália.

Ao mesmo tempo, em algum lugar no meu subconsciente, eu seguia acreditando que eu poderia visitar a França, a Áustria, a Alemanha ou qualquer outra região mais turística da Itália, com apenas uma passagem de trem. Eu apenas não considerei que para isso era necessário algum dinheiro, o que eu realmente não tinha para esbanjar.

Foi apenas depois de ser levada para uma casa de família, isolada de qualquer pessoa abaixo de 40 anos de idade, que eu percebi o quão completamente sozinha eu estava.

Eu não conhecia uma única pessoa nesta região.

A escola na qual eu trabalhei foi acolhedora e eu fiz o meu melhor para fazer amigos. No entanto, eu não conseguia abandonar a sensação de que eu estava praticamente sozinha.

Os meses que seguiram foram, sem dúvida, desafiadores, mas com eles eu aprendi mais sobre mim mesma do que em todos os anos anteriores.

Foi por estes aprendizados que eu me senti grata pela experiência:

1. Não importa o que os outros vão dizer

Viajar sozinha em uma comunidade tão tranquila quanto aquela do norte da Itália me deixou um pouco desconcertada.

Nos restaurantes, os meus pedidos para uma mesa eram recebidos como estranhos: “Una persona?”. Algumas pessoas e inúmeros garçons simplesmente não conseguiam entender a ideia de que eu estava sozinha em outro país.

No começo, isso me incomodou um pouco. Eu evitaria sair, então eu não precisaria explicar por que eu estava sozinha. Mas, logo eu aprendi que não importa o que os outros poderiam pensar.

Além disso, quem se importa se um vendedor de uma loja, que eu nunca mais voltarei a ver, pensa que estou só?

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Eu me sentia mais independente do que sozinha.

Ao longo dos meses, eu percebi que viajar sozinha apenas me dava mais liberdade para fazer o que eu quisesse, na hora que eu quisesse.

Eu poderia passar uma tarde toda em um parque repleto de pessoas e ninguém me questionaria por que eu estava sozinha.

2. É preciso tempo para descobrir o que você quer

Quando eu fui para o exterior, fiquei dominada pelas escolhas que me precederam. Eu tinha reduzido minhas opções de carreira e estava sendo puxada a direções diferentes por diversos compromissos de estudo, carreira e pessoais.

Eu também percebi rapidamente que é impossível manter contato com todos os seus conhecidos  quando você está ausente por tanto tempo.

Se você pode manter contato com alguém e ainda estar perto depois de um longo intervalo, isso é um bom sinal de que eles estarão em sua vida a longo prazo.

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Um ano sozinha me deu o espaço que eu precisava para descobrir o que eu queria e priorizar isso em minha vida. Essa foi uma lição que, mais tarde, se traduziu em mais clareza na minha carreira.

Viajar sozinha me deu o espaço que eu precisava para descobrir o que eu queria.

3. Não negligencie os prazeres simples

Eu vejo que muitas pessoas tendem a se sentir pressionadas quando viajam. Elas pensam que cada momento tem que ser uma incrível memória digna de centenas de fotos para o Instagram.

Sentir-se estressado sobre explorar todos os pontos turísticos de um lugar em uma breve visita, e se preocupar em compartilhar tudo nas mídias sociais, é uma maneira certa de atrapalhar a alegria do momento presente.

Estar no exterior por um longo tempo me permitiu levar a experiência com menos pressa e realmente apreciar os pequenos detalhes das minhas viagens.

O sabor do brioche recém-assado, mergulhado na espuma cremosa de um macchiato é uma lembrança que apreciarei mais do que esta fotografia minha, com cara de exausta, na Oktoberfest em Munique.

Oktoberfest em Munique, Munich, Germany

4. Tire o tempo para ler

Sério, a combinação do alto custo de internet e intermináveis ​​passeios de trem (como eu disse, este lugar era remoto) criou o clima perfeito para me conectar com livros em papel.

Não há nada como ler para se conectar consigo mesmo em uma viagem, seja ela de passeio, intercâmbio ou outro tipo de trabalho. Para mim, ler é entretenimento e também uma prioridade.

Ao tomar o tempo para ler, as minhas longas jornadas passaram de ser um tempo morto para uma extraordinária aventura.

De quebra, ler pode ser uma oportunidade para auto aperfeiçoamento e para imaginar-se em um dos cenários das tantas aventuras que você apenas desfrutaria retratadas em palavras.

5. Você encontrará bondade em todos os lugares

Como uma jovem mulher viajando sozinha, eu me sentia vulnerável às vezes. Eu seria super cuidadosa para não sair muito tarde e manteria meus objetos de valor bem guardados em todos os momentos.

Na verdade, eu estava tão preocupada em manter-me segura que, às vezes, não vi a bondade que estava bem na minha frente.

Por exemplo, o professor da escola na qual eu trabalhava me dava um impulso para seguir motivada no trabalho todos os dias. Ou, o dono do café que disse que eu estava perdendo peso e logo me deu um biscoito de chocolate grátis.

Biscoito de chocolate na Itália

Saber que esses estranhos com quem eu mal conseguia conversar (o meu italiano não estava melhorando a uma taxa que eu gostaria) me surpreendia.

Refletir sobre esses momentos me fez perceber que você encontrará bondade onde quer que vá, e que isso tem valor.

6. As pessoas que você ama são tudo

Quando eu arrumei minhas malas para viajar sozinha pela primeira vez, eu sabia que sentiria falta da minha família e amigos. Eu me preparei durante as primeiras semanas, sabendo que seria difícil, mas, eu não sabia que quanta falta eu sentiria deles.

A verdade é que antes eu não me sentia muito próxima da minha família e eu realmente diria que eu sou menos sociável com meus amigos do que muitos millennials que estão em sua rede de apoio.

Estar no exterior realmente mudou tudo para mim. Eu percebi o que mais valorizava era o tempo de qualidade dedicado aos meus entes queridos.

Eu não me importaria se eu fizesse uma montanha de novos amigos, mas queria me certificar de que os meus entes queridos sabiam que eu me preocupava com eles.

7. Tomar todas as decisões é muito poderoso

Planejar uma viagem sozinha pode ser uma experiência bastante assustadora.

Sempre se encaixar nos padrões dos outros, e, de repente, ter que fazer tudo por mim mesma parecia estranho para mim.

Uma vez que comecei a navegar através de guias e reservas de hotéis sozinha, tudo mudou.

Aqui estava uma oportunidade única para fazer exatamente o que eu queria, sem consultar ninguém

Escolher atividades baseadas puramente em meus próprios interesses, ficar em hotéis que eu gostasse e comer onde eu quisesse foi uma experiência maravilhosa. De repente, o fato de estar fazendo tudo isso sozinha não parecia tão difícil.

Viajar sem acompanhantes pode não parecer a maneira mais divertida de passar um tempo fora do seu país, mas eu realmente recomendaria dar-se esse espaço, mesmo que por apenas alguns dias.

Estar privada de tudo me obrigou a construir uma identidade para mim mesma a partir do zero.

Voltei do meu intercâmbio no estrangeiro mais confiante, mais segura de quem eu era e, finalmente, entendi que viajar sozinha não foi uma ideia tão maluca assim.

E você, já viajou sozinha? Foi tudo que você imaginou que seria? Compartilhe suas experiências nos comentários abaixo!

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