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7 lições sobre dinheiro que eu quero ensinar para as minhas filhas

Eu tive o privilégio de ter uma mãe que me ensinou tudo o que ela sabia sobre dinheiro. Com ela eu aprendi que eu poderia trabalhar em qualquer àrea, ganhar tanto dinheiro quanto um homem e controlar o meu próprio futuro financeiro se eu fosse inteligente para fazer isso.

Nossas famílias deveriam ser os primeiros a nos ensinar sobre a construção de bons hábitos financeiros, por isso vale a pena refletir sobre o que elas têm nos ensinado até agora.

Assim como eu aprendi valiosas lições sobre dinheiro com a minha mãe, eu quero me dedicar a ensinar tudo o que eu sei sobre alcançar a liberdade financeira para as minhas filhas.

Espero que essas lições também sirvam de inspiração para você!

1. Não existe príncipe encantado

Talvez você encontre um príncipe que, aos seus olhos, seja perfeitamente encantador — mas você não deve contar com ele para financiar a sua vida ou deixar que ele seja o único que lida com as finanças.

Minha mãe me ensinou cedo que eu deveria compreender, pelo menos, o básico sobre finanças pessoais — como poupar e investir dinheiro — e isso me ajudou a preparar-me para um futuro estável, independentemente de ter um parceiro do meu lado.

Na prática, isso significa que eu não deveria esperar até que eu estivesse casada para tomar as minhas próprias decisões financeiras. Como essa lição funcionou para mim, acredito que ainda seja válida para as decisões financeiras que as minhas próprias filhas passarão a fazer no médio prazo.

2. O dinheiro não deve ser algo assustador

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A realidade financeira da minha família não era uma das melhores durante a minha infância. No entanto, eu sempre considerei a minha mãe uma esperta em gestão financeira, porque ela realmente sabia usar da melhor forma os recursos financeiros para o bem-estar de toda a família.

Com isso eu aprendi que não devia temer os números e que as habilidades financeiras pessoais poderiam ser aprendidas como qualquer outra coisa que eu precisaria saber ao crescer.

A minha mãe me ensinou pelo exemplo, quando ela sentava ao redor da mesa da cozinha com a calculadora em sua mão e discutia com clareza sobre onde todo o dinheiro ganho acabava indo.

Mesmo depois do divórcio com o meu pai, quando as coisas aparentemente ficaram mais complicadas, falar sobre dinheiro sempre era um assunto tratado com clareza.

A lição de que eu não devia temer qualquer discussão ou enfrentamento em relação às finanças me ajuda a lembrar que o dinheiro não precisa ser a questão intimidante que muitas vezes pensamos que é.

3. Ter o dinheiro em mãos para fazer uma compra

Cartões de crédito era algo que nunca entrou em nossa casa. Se quisessemos trocar a geladeira, a minha mãe teria o dinheiro contado em mãos antes de entrar em uma loja.

Com isso, a minha mãe me ensinou a diferença entre necessidades e desejos de compra, muito antes de eu ter revisado esses conceitos enquanto estudei marketing na universidade.

Minha mãe me incentivou a planejar antes de atender a uma necessidade de compra, por menor que seja. “Então, você precisa de um novo par de sapatos. Quantos lanches na cantina da escola teremos que deixar de comprar durante o ano para isso?”

A lição está em economizar antes de comprar, evitando dívidas sempre que possível.

4. É preciso pensar na aposentadoria o quanto antes

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Eu consegui o meu primeiro trabalho aos 13 anos de idade, mas não foi até os 19 que eu finalmente fui contratada em um trabalho formal que me levou a contribuir com a previdência social.

Muito antes de receber o meu primeiro cheque de pagamento, quando eu ainda recebia salário em dinheiro vivo, eu chegava em casa pulando de alegria por ter dinheiro para comprar o que eu achava que seria necessário. Então, a minha mãe ia logo dizendo “quanto disso vai para a sua aposentadoria?”

Naquele momento, ela me ensinou que os primeiros anos de ganhos são realmente o tempo ideal para começar a poupar para a aposentadoria, mesmo que seja uma pequena quantia.

Eu quero que as minhas filhas aprendam o mesmo o quanto antes — os primeiros investimentos pagam em grandes proporções a longo prazo!

5. O valor de um fundo de emergência

Ao longo da vida, a minha mãe manteve o hábito de guardar uma parte dos seus ganhos, literalmente, debaixo do colchão. Embora isso possa ser questionável, eu aprendi logo o valor de ter algum dinheiro para cobrir custos inesperados.

Quando ela separou-se do meu pai, não foi preciso lidar com o estresse de pagar as contas nos meses seguintes. O dinheiro que ela tinha guardado foi capaz de proporcionar essa segurança.

Embora nunca desejamos pensar que passaremos por momentos difíceis, é bom estar preparado. Criar essa segurança financeira pessoal é o que eu quero ensinar para as minhas filhas.

6. Conhecer o seu valor no mercado

A minha mãe era a primeira pessoa com quem eu ia celebrar sempre que recebia um aumento. Embora não tenha sido ela que me ensinou a negociar o pedido de aumento, ela me ensinou a dedicar-me ao máximo em tudo o que eu fosse realizar.

Depois de celebrar as minhas conquistas profissinais, a minha mãe sempre me ajudava a lembrar que eu não era melhor do que qualquer outra pessoa, mas que eu deveria ser remunerada de forma justa.

Quando chegar o momento, eu quero ensinar às minhas filhas sobre reconhecer o seu valor.

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7. Às vezes, você deve comprar aquele sapato

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Em algum momento caminhando com a minha mãe em frente à uma vitrine, eu comentei a ela sobre o quanto eu tinha gostado daquele par de sapatos. Ela logo respondeu “acho que eles ficarão lindos e você vai ficar muito braba consigo mesma se você não os levar para casa”. 

Confesso que a princípio foi um pouco assustador ouvir isso de uma mãe tão conservadora em termos financeiros. Ao mesmo tempo, foi reconfortante saber que, embora vale muito ter responsabilidade financeira, existem momentos em que está bem nos dar alguns mimos.

O que eu diria para as minhas filhas?

Se vocês planejaram, pouparam e sentem-se seguras para isso, vão em frente! Os mimos são realmente apreciados quando são uma excessão e não a regra em nossas vidas.

Que lições vindas da sua família sobre o dinheiro você ensinaria para seus filhos? Comente abaixo.

um comentário

  1. Ótimas lições, realmente! Eu só não sigo a de não usar cartão porque gosto de converter os gastos em milhas, mas é uma dica sábia mesmo, porque quando a gente visualiza o dinheiro indo embora, “sente” mais também, e administra melhor os gastos (é um bom exemplo de “o que os olhos não vêem, o coração não sente”). Beijos!

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