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A arte de fazer uma coisa de cada vez e como lidar com o desafio de ser multitarefa

Como a primeira geração nativa da tecnologia, millennials tornarem-se profissionais notáveis ​​em multitarefa — potencialmente deslocando a sua atenção entre dispositivos e tarefas até 27 vezes por hora, em comparação com 17 vezes por hora para gerações anteriores, de acordo com o infográfico “Maximizing Millennials” de Forbes .

Diga a verdade: você responde a um email durante teleconferências do trabalho (e, às vezes, mesmo durante as chamadas com uma outra pessoa)? Você traz seu laptop para reuniões e depois finge que está tomando notas enquanto navega na internet? Você almoça na sua mesa de trabalho? Ou, você faz ligações quando está dirigindo, mesmo sabendo que não deveria?

Se estamos tentando ser multitarefa é porque somos altamente ambiciosos, o que não é algo necessariamente ruim.

Estamos olhando para as nossas carreiras, da mesma forma que outras gerações olhariam para os investimentos em ações, aumentando o risco para maximizar os retornos.

Mas não é apenas o avanço da carreira e a recompensa disto que queremos — é a estabilidade; fazer o que amamos; ter dinheiro no bolso e poder usufruir. Em outras palavras, queremos um salário decente e um trabalho dos sonhos ao mesmo tempo. Mas, vemos que os dois dificilmente são encontrados no mesmo lugar.

Enquanto um trabalho não ajuda a pagar as contas, outro poderia oferecer uma saída mais criativa.

Enquanto estamos assumindo novos trabalhos em um curto período de tempo e dividindo o nosso limitado tempo entre alguns deles, reconhecemos que a alternativa de estabilidade em uma carreira é um conto do passado.

Se você der uma olhada no meu perfil no LinkedIn, verá o quanto essa realidade parece insana. A linha de carreira lara millennials como eu pode ser tudo, menos linear.

Mas qual é o custo futuro para quem quer fazer tudo ao mesmo tempo?

Corremos o risco de perder a direção.
Corremos o risco de perder a direção.

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, quase 40 por cento dos millennials disseram que seu estresse aumentou no ano passado, em comparação com apenas 33 por cento das gerações passadas. As mulheres estão sofrendo do mesmo estresse a uma taxa maior do que seus pares, muitos antes dos 30 e poucos, de acordo com o Huffington Post.

O desgaste precoce e a noção de “doença da civilização” causada pela nossa capacidade multitarefa são coisas que Ariana Huffington aborda em seu livro, Thrive. A própria Ariana ficou com o queixo quebrado e um corte acima do olho, resultado de uma queda provocada pela exaustão e a falta de descanso. Ela não é uma millennial, mas claramente esteve a tentando fazer cada vez mais em menos tempo.

A pergunta recorrente é: por que a nossa geração é mais propensa a se sentir sobrecarregada com o trabalho?

Eu vejo que não é apenas o número de horas que estamos trabalhando, mas também o fato de que passamos horas contínuas fazendo malabarismos com muitas coisas ao mesmo tempo. O que perdemos com isso são os limites.

A tecnologia nos deixou irreconhecíveis. Onde quer que formos, nosso trabalho nos segue em nossos dispositivos digitais,sempre insistentes e intrusivos. É como uma coceira que não podemos resistir a coçar, mesmo que arranhar no mesmo local invariavelmente torne tudo pior.

O maior custo, assumindo que você não vai acabar travando, é a sua produtividade. Em parte, essa é uma simples consequência de dividir a sua atenção a múltiplas atividades e raramente engajar-se em qualquer uma delas.

Além disto, quando você se afasta de uma tarefa para fazer outra coisa, você está aumentando o tempo necessário para terminar essa tarefa em uma média de 25 por cento a mais.

De forma mais insidiosa, se você está sempre fazendo alguma coisa, está incansavelmente queimando suas reservas de energia ao longo dos dias, de modo que você tenha menos disponibilidade a cada hora que passa.

Eu sei disso por experiência própria. Eu me sinto de duas a três vezes mais produtiva quando foco sem interrupção por um período de tempo e depois faço uma pausa real, longe da minha mesa de trabalho.

A melhor maneira para gerar maior produtividade e um pensamento mais inovador é encorajar fortemente estes períodos finitos de foco absorvido, bem como períodos curtos de descanso.

Cabe a você definir os seus próprios limites.

Considere estes três comportamentos:

1. Faça a coisa mais importante no primeiro horário da manhã, de preferência sem interrupção, por 60 a 90 minutos, com um tempo de início e término bem-definidos

Se possível, trabalhe em um espaço privado durante este período, ou com fones de ouvido para reduzir o barulho externo. Finalmente, resista a cada impulso à distração e à procrastinação, sabendo que você tem um ponto de parada designado. Quanto mais absorvido você conseguir estar, mais produtivo será.

Quando terminar, tome alguns minutos para descanso.

2. Estabeleça horários regulares e programados para pensar mais a longo prazo, criativamente ou estrategicamente

Se você não fizer isso, você sucumbirá à tirania do urgente.

Encontre um ambiente diferente para fazer essa atividade, de preferência, que seja relaxado e estimule a sua criatividade.

3. Tire férias regulares

Isso significa que, quando você estiver fora do trabalho, você deve estar realmente desconectado. Também significa várias vezes por ano, mesmo que algumas dessas férias sejam apenas um longo fim de semana.

Estudos sugerem que você estará muito mais saudável e produtivo se você tomar todo o seu tempo de férias a cada ano.

Um único princípio está no cerne de todas essas sugestões:

Quando você está no trabalho, envolva-se completamente por períodos de tempo definidos. Quando você está descansando, verdadeiramente descanse. É disso que se trata a arte de fazer uma coisa de cada vez.

Como você consegue limitar as distrações para praticar esta arte? Comente abaixo!

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