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Mandar à merd* é a nova tendência da autoajuda — como aplicar em sua vida

Em um dia qualquer, se você fosse passar pelas minhas mensagens de texto, você veria uma das três coisas: 1) uma série de mensagens em grupo — que eu geralmente silencio para não acabar me distraindo das coisas importes; 2) planos para piqueniques com outras mães — que são previamente furados, porque nunca encontramos tempo para isso em nossas rotinas; e 3) o mais comum: uma pessoa reclamando sobre as próprias crises de ansiedade.

Quero dizer, é fácil manter esse tipo de contato, especialmente porque somos a geração mais conectada. Mas, até que ponto podemos contar com “mensagens vazias” para lidar com as questões mais profundas do nosso ser?

Honestamente, eu não sei, mas eu encontrei uma solução que está funcionando para mim.

Enquanto eu estava lidando com mais uma crise de ansiedade, em razão de me sentir perdida em vários aspectos da minha vida, eu me deparei com o blog de Mark Manson e com o seu recente título “The Subtle Art of Not Giving A F*ck“. Curiosa sobre a exposição de temas tão intrigantes, eu passei a devorar artigo após artigo na página de Manson.

Eu não vou mentir para você, eu passei horas mergulhada nos pensamentos dele, tentando entender por que eu não tinha sido capaz de chegar a uma conclusão tão reveladora sobre a minha própria vida antes.

O que poderia ter sido tão revelador?

O blog de Manson ajudou a transformar a maneira como eu lido com a ansiedade e com as minhas próprias dores.

Aqui estão as lições que eu aprendi e que estou aplicando na minha vida.

Eu estou mandando à merd* as coisas negativas!

Como mãe em tempo integral, blogueira, candidata a um doutorado, escritora, esposa, etc e etc, eu naturalmente sempre fui movida pela ansiedade no meu dia a dia.

Como eu poderia lidar com a pressão de manter o meu blog atualizado, enquanto eu tinha coisas tão importantes para realizar quanto educar e atender as necessidades da minha filha?

Eu sabia que o meu esforço em escrever aqui me deixava feliz e realizada, mas de que maneira eu poderia continuar fazendo isso sem ser derramada constantemente com um caminhão de culpa?

Quanto mais eu pensava sobre isso, mais ansiosa eu me tornava e mais insegura sobre mim e sobre o que eu poderia fazer para resolver essa situação.

Há algo de errado comigo? O que estava acontecendo?

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Quanto mais eu repetia o mesmo padrão de pensamento, mais difícil era encontrar uma solução.

Manson chama isso de “ciclo do inferno” — o que é capaz de gerar mais ansiedade, apenas porque você está antecipando a ansiedade. O conselho dele para terminar esse ciclo é mandar tudo à merd* e não se preocupar com nada mais além do que você está sentindo.

Então, da próxima vez que eu me deparei sentindo-me preocupada sobre aonde a minha carreira ia me levar, enquanto eu ainda queria ser a melhor mãe para a minha filha, eu apenas me concentrei sobre o que eu estava sentindo naquele momento.

Não é que antes eu não sabia sentir. Mas, agora, eu estava mais consiente sobre o meu ciclo de pensamentos negativos — eu tinha acabado de construir a capacidade de realmente sentir.

O resultado?

Eu passei a apreciar muito mais o tempo que eu passo com a minha filha, sem pressa, de uma forma distinta da maneira eu aprecio o tempo que eu passo escrevendo aqui no blog.

Nós fomos treinamos para pensar que somos especiais, mas realmente somos?

Manson insiste que passamos a vida inteira pensando que somos extraordinários. Quero dizer, estamos rodeados de grandeza em todos os lugares.  Ligue a TV e vemos os atletas mais ágeis correndo pelo campo. Abra uma revista e as atrizes mais bonitas estão espalhadas em todas as páginas. Somos treinados para esperar o melhor de nós mesmos porque nos comparamos ao que vemos todos os dias.

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Mas e se não formos nada disso? E se nós somos alimentados na boca por todas as nossas vidas, mas na verdade, não somos nada especiais?

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E se nós, incluindo eu e você, somos apenas pessoas medíocres (ou medianas), devemos aceitar isso? Quem seria eu se eu não me esforçasse para ser perfeita?

Manson também insiste no fato de aceitar a mediocridade — esse é o primeiro passo para acolher a positividade.

Se a mediocridade e a normalidade são equivalentes ao fracasso em nossa sociedade, seremos sempre felizes com nós mesmos enquanto vivemos uma vida mundana?

Talvez, precisamos do mundano. Talvez, nós precisamos disso porque, quando fazemos algo extraordinário, isso será destacado e, de repente, fará tudo valer a pena.

Todos devem aprender a lidar com a dor. Todos.

É tão fácil percorrer as mídias sociais e ver pessoas com “vidas perfeitas” — pele perfeita, cabelo perfeito, corpo perfeito. Tudo de melhor que você possa imaginar, essas pessoas têm. É difícil imaginar essas mesmas pessoas deitadas na cama chorando por algo desastroso. Mas, entenda isso: elas choram.

A menina em sua classe de pilates na academia  — que você inveja secretamente porque está feliz a todo momento — também está passando por alguma dor.

A dor é uma condição humana. No entanto, somos treinados para rejeitá-la. Somos treinados para pensar que é errado sentir dor, ou experimentar tristeza, raiva, culpa ou ansiedade. Mas, fazer isso pode ser extremamente perigoso.

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Precisamos nos sentir feridos para desfrutar dos sentimentos alegres, como o amor, a alegria e o contentamento.

Por que você está lutando? Defina seus valores, pois eles são as únicas coisas que importam.

Quando todas as coisas desaparecerem, quem você realmente é?

Quando tudo se acabar, o que resta sobre você?

Você está aqui por um salário bem remunerado?

Você está vivendo para pagar as contas a tempo?

Você lida com as suas dores apenas na esperança de sair voando para aquele país asiático que você sonha por tanto tempo?

Você espera apaixonar-se ou construir a família que você quis desde os seus seis anos de idade?

Quais são os seus valores?

Com o que você é capaz de provocar uma mudança?

O que faz com que tudo o que você faz valha a pena?

Pense nisso.

Pense pelo tempo suficiente.

Faça dessa reflexão a primeira coisa quando você despertar amanhã, ou mesmo antes de ir para a cama, porque essa é a coisa mais importante que você deve saber.

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Meus valores não coincidirão com os seus e tudo bem. Seus valores podem não corresponder aos seus entes queridos e tudo bem. Enquanto você souber para o quê você está lutando, isso é o que importa.

Quando as coisas ficam difíceis, quando você está passando por um dia, mês ou ano dramático, pense sobre o que você está lutando, e dê uma resposta a isso.

A ansiedade e o medo estarão em sua vida de forma consistente. Mas, saber para o que você está lutando e manter isso na sua mente é o que vai facilitar tudo.

E o que fazer com o resto?

Com perdão da palavra, mande todo o resto à merd*!

Tente aplicar o mesmo em sua vida e logo me conte nos comentários sobre o que funcionou para você! 

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