Mais bem-estar

O que é preciso para se alimentar com consciência

Para muitos entre nós, especialmente com famílias, empregos e a miríade de distrações ao nosso redor, a alimentação não é o momento em que estamos mais conscientes. Sem falar que os nossos amigos, familiares e colegas podem não ter a paciência de comer conosco se começamos a falar sobre isso durante uma refeição.

O que eu quero oferecer neste artigo é o que eu gosto de chamar de “alimentação consciente”.

[RELACIONADO] Somos uma geração obcecada com comida?

Especialmente com o estresse das nossas vidas agitadas e toda aquela comida extra dos feriados, é mais provável nos alimentarmos de forma insensata do que com atenção.

Aqui estão três orientações simples para que você seja capaz de lidar com isso e se alimentar de forma mais consciente.

1. Conheça os seus sinais de fome

Desacelerar é uma das melhores maneiras de conseguir que a nossa mente e o nosso corpo comuniquem o que realmente requerem em termos de nutrição.

O corpo envia um sinal de saciedade cerca de 20 minutos após o cérebro. É por isso que, muitas vezes, acabamos comemos demais.

Ao diminuir a velocidade, você pode dar ao seu corpo a chance de alcançar o seu cérebro e ouvir os sinais para comer apenas a quantidade certa.

Photo by Prastika Herlianti on Unsplash

As maneiras simples de diminuir a velocidade podem incluir apenas seguir o que a sua avó sempre dizia: “Sente-se à mesa”, “Mastigue bem os alimentos”, “Saia da frente da televisão enquanto come”. Essas recomendações não são tão inúteis quanto pareciam.

[RELACIONADO] Por que eu não me preocupo com a saúde e você também nāo deveria

Então, pergunte-se a si mesmo: quais são os sinais de fome do seu corpo? Estes sinais podem incluir a perda de energia e o som do seu estômago roncando.

Ao mesmo tempo em que você dá ouvidos para estes sinais do seu corpo, evite devorar um pacote de salgadinhos quando você percebe sinais emocionais gerados pelo estresse, tristeza, frustração, solidão ou até mesmo aborrecimento.

3. Conecte-se com a origem dos alimentos

A menos que você seja um fazendeiro de subsistência, todos nós nos tornamos cada vez mais desconectados com os nossos alimentos nos últimos anos. Muitos de nós nem sequer consideram de onde vem a nossa refeição.

Isso é uma perda, porque comer oferece uma oportunidade incrível para nos conectar mais profundamente ao nosso meio e uns aos outros.

Quando fazemos uma pausa para considerar todas as pessoas envolvidas na refeição que chegou até o nosso prato, dos entes queridos (ou você) que a prepararam, para aqueles que abasteceram as prateleiras, para aqueles que plantaram e colheram os ingredientes, para aqueles que os apoiaram, é difícil não nos sentir agradecidos e conectados.

Neste ponto, você também pode refletir sobre as tradições culturais que lhe trouxeram esta comida, as receitas compartilhadas pelos amigos, ou trazidas de um lugar distantes para você.

3. Evite as distrações a todo custo

Fortalecer a sua habilidade “multitarefa” enquanto come é a receita para não ouvir as necessidades do seu corpo.

[RELACIONADO] 3 razões um tanto óbvias para limitar as distrações digitais da sua vida

Todos nós tivemos a experiência de ir ao cinema com um pacote cheio de pipocas, e antes que terminem os trailers e propagandas do início do filme, nos vemos perguntando quem devorou tudo aquilo.

Quando nos distraímos, torna-se mais difícil ouvir os sinais do nosso corpo sobre alimentos e outras necessidades. Na sua próxima refeição, experimente apenas comer bem, sem telas ou distrações.

Outra maneira que comemos de forma insensata é perambulando através de armários, comendo em horários e lugares aleatórios, ao invés de apenas pensar sobre as nossas refeições. Isso nos impede de desenvolver pistas saudáveis ​​sobre o que e o quanto comer.

Você realmente quer criar um hábito de comer toda vez que senta na frente do computador? Eu acho que não. Mas, todos nós fazemos isso de vez em quando.

Claro que podemos fazer diferente. Podemos fazer um lanche em determinada hora do dia (quando estivermos com sinais de fome) colocando comida em um prato, e sentados ao redor de uma mesa.

Se nos limitamos a comer na cozinha e na sala de jantar, também nos tornamos menos propensos a comer de forma insensata ou a comer enquanto fazemos qualquer outra coisa.

Considere também que, quando a comida está por perto e temos sinais de fome, é muito mais fácil consumí-la do que esperar. Por isso, é importante planejar e ter sempre em mãos (na sua geladeira e no seu armário) as opções mais saudáveis.

Você não precisa planejar cada mordida, até por que você deve ser flexível, especialmente em ocasiões especiais. Mas quando você planeja com antecedência é mais provável que você consuma o que o seu corpo necessita, em vez de comer demais e se arrepender depois.

 

4. Consuma alimentos e não histórias

É fato que muitas vezes consumimos alimentos simplesmente porque eles remontam alguma história em nossa mente. A boa notícia é que podemos lidar com isso.

[RELACIONADO] Como a ciência explica a nossa paixão pelos doces

Quero dizer que você não precisa devorar uma torta inteira de chocolate apenas porque ela tem o mesmo sabor e textura da torta que a sua mãe fazia na sua infância. Você pode começar hoje mesmo a apreciar um novo tipo de alimento (mais nutritivo) que pode reconfortar a sua mente e te trazer lembranças ainda melhores no futuro.

À medida que praticamos a ingestão de alimentos mais saudáveis ​​e mais variados, estamos menos inclinados a buscar por aqueles mesmos alimentos do passado. Assim, temos mais chances de encontrar e de desfrutar de alimentos saudáveis.

Com apenas um pouco mais de atenção, podemos fazer escolhas mais sábias sobre a saúde do nosso prato, não apenas para nós, mas para todo o Planeta.

Que dicas você poderia acrescentar à esta lista? Compartilhe nos comentários!

One comment

Deixe um comentário