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Por que dizer “sim” a um compromisso sério nunca foi tão difícil

Se hoje você está entre seus 20 ou 30 e poucos anos de idade, você sabe o quão difícil a ideia de casamento pode parecer. É como algo que os nossos pais ou avós esperam que aconteça com a gente o quanto antes, enquanto nós estamos cada vez mais atormentados por tantas razões para adiar o mesmo compromisso.

Embora eu pudesse estar aqui escrevendo sobre os motivos de eu ter permanecido solteira, não foi o que aconteceu comigo.

Eu me casei aos 24 anos de idade, pouco mais de três meses depois de ter conhecido o meu marido durante uma viagem.

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Mas, antes que você me diga qualquer coisa sobre o quanto eu fui maluca, ou simplesmente abandone essa página para cuidar da sua vida, eu tenho uma coisa para te dizer: o casamento não é tão ruim assim. A ideia de viver com a mesma pessoa pelo resto de nossas vidas é o que assusta.

E quer saber mais?

Você nunca encontrará a pessoa certa. Por que?

Porque simplesmente não existem almas gêmeas, ou príncipes e princesas de conto de fadas na vida real. A pessoa certa é você, e só depois que você for capaz de se amar, com falhas e tudo, é que você estará preparado para um compromisso.

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A incerteza para dizer o “sim” ou tentar adiar essa decisão para o mais tarde possível não tem a ver apenas com o fato de que conhecemos ou nos amamos tão pouco.

O que eu quero dizer com isso é que existe uma atração pela independência, uma abundância de escolhas e uma mudança na definição do casamento que permeia em nossa mente quanto tentamos definir o que esperar do “juntos para sempre”.

É para te falar sobre os estes aspectos relacionados ao “sim” que eu escrevi este artigo.

A atração pela independência

Há uma mentalidade entre a nossa geração que diz que não precisamos estar com alguém para ser feliz.

Photo by Alejandro Alvarez on Unsplash

Nós ouvimos dizer o tempo todo que “podemos realizar tudo o que queremos” e essa mentalidade contraria a ideia de que estar com alguém pode ser positivo. Não é a toa que vemos mais individualistas agora do que nunca.

No entanto, estar em um compromisso sério com outra pessoa pode ter benefícios concretos para a saúde e retornos emocionais positivos. Diferentes estudos já mostraram isso, que as pessoas vivem mais se estiverem em relações conjugais, especialmente se estiverem em relacionamentos bons e satisfatórios.

A verdade é que colocar as necessidades de outra pessoa antes das suas, e comprometer-se para promover a saúde e a longevidade de um relacionamento vai parecer estranho para alguém que tenha sido independente de tudo e de todos.

Dito isso, apenas se uma conexão íntima é algo que você deseja, valerá a mudança de mentalidade de “eu” para “nós.”

O paradoxo da escolha

Helen Fisher, antropóloga da Universidade de Rutgers, explorou o conceito de sobrecarga de escolha, o que leva ao que ela chama de “amor lento”.

Simplificando a teoria da Dra. Fisher, porque a nossa geração tem infinitas opções quando se trata de encontrar um companheiro, estamos tomando mais tempo para explorar essas opções, em vez de apenas levar alguém para o altar. Isso redefine as expectativas que os indivíduos têm sobre como obter o amor que querem.

Este não é um completo abandono do amor como o conhecemos, porque a verdade é que queremos amor comprometido, mas esse é um processo diferente e muito mais lento do que as gerações passadas costumavam experimentar.

Existe também a possibilidade de que o paradoxo da escolha e a ansiedade que decorre dela possam contribuir para o fato de que somos mais propensos a “juntar as escovas de dente” antes do casamento do que as gerações passadas fariam.

Viver juntos antes de casar nem sempre funciona — mas, claro, nada o impede de tentar!

Uma nova definição de casamento

Vamos voltar ao termo que eu mencionei no começo deste artigo — sobre o fato de encontrar a sua “alma gêmea”. Isso  seria realmente difícil, não porque almas gêmeas não existam, mas o simples fato de criar essa ideia de alma gêmea em sua mente indica que você espera que o impossível aconteça.

Por isso é que acabamos criando uma nova definição para o casamento. Vamos usar uma panela de água como metáfora para essa nova definição: queremos algo que seja muito apaixonado ou fervente, desde o início.

No passado, as pessoas não estavam procurando por “algo fervendo”. Elas só precisavam de água. Uma vez que elas encontravam água, elas se comprometiam pelo resto de suas vidas. Então, elas davam o seu melhor para aquecer as coisas. Hoje em dia, se as coisas não estão fervendo desde o começo, comprometer-se ao casamento parece prematuro.

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Outro empecilho no caminho para que a nossa geração não se sinta preparada para comprometer-se com o “sim” é a possibilidade de divórcio. Muitos entre nós cresceram em lares que faziam malabarismos para lidar com pais divorciados.

Eu sei disso, porque foi o que aconteceu na minha família. As implicações econômicas, emocionais e de relacionamento causadas pelo divórcio dos meus pais eram suficientes para causar em mim uma sensação de incerteza sobre o casamento.

Eu realmente não queria acabar como meus pais. Antes mesmo de casar, eu queria fazer tudo para evitar o divórcio mais tarde. Enquanto esse medo era real para mim, eu decidi enfrentá-lo e abrir as portas para o compromisso.

Na verdade, em vez de escolher não me casar, eu poderia ter escolhido me casar mais tarde. Ou, talvez, eu poderia seguir explorando mais algumas opções de parceiros, como tantos entre nós continuam fazendo.

Mas eu decidi me comprometer e, honestamente, acredito que eu não poderia ter tomado uma decisão melhor do que essa.

Quer saber por que?

Bem, eu sinto por te desapontar, mas você apenas entenderá quando (ou “se”) também for capaz de proclamar o “sim”.

Quais são as suas expectativas para um compromisso sério ou casamento? Comente logo abaixo!

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