Mais bem-estar

Se você está cansado de fazer dieta, leia isso!

Como muitas mulheres (e homens), eu experimentei uma grande variedade de estratégias para emagrecer desde a adolescência, incluindo coisas tão extremas quanto a privação de comida, limitar-me a certos grupos de alimentos ou apenas comer nas primeiras horas do dia.

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Ao mesmo tempo, eu costumava praticar excesso de atividade física ou nada de exercícios, quando eu não tinha energia suficiente.

Além de me sentir enorme durante a minha primeira gravidez, o meu peso costuma ser estável. Porque eu tenho uma estatura média (1,65m), alguns quilos extras podem ser facilmente distribuídos. No entanto, o fato de eu estar abaixo do peso era óbvio e a minha família se preocupava porque eu não comia o suficiente.

Se eu fosse totalmente franca comigo mesma, as razões pelas quais eu não tinha um relacionamento tão saudável com a comida tinham a ver com os meus maus hábitos alimentares formados lá na infância, quando eu comia guloseimas em excesso.

Isso desencadeou no meu ganho de peso na adolescência e nos problemas de autoestima comuns para uma jovem tentando encontrar o seu “eu ideal”. Em vez de superar isso logo, o meu relacionamento disfuncional com a comida seguiu até os 20 e poucos anos de idade.

Aos 20 e poucos, eu comecei a ficar realmente interessada em nutrição, sono e bem-estar, especialmente desde o início da minha gravidez, quando eu já estava mais consciente sobre a privação de sono que eu experimentaria em breve.

Eu também me envolvi mais com atividades físicas regulares — ioga, corridas e musculação. De repente, comer bem tornou-se uma maneira de alimentar o meu corpo para que eu me sentisse mais energizada.

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Eu também passei a ser mais disciplinada sobre as minhas horas de sono, indo para cama cedo e mantendo essa uma prioridade no final do dia.

Dormir melhor me fazia sentir ótima, por dentro e por fora. Ainda assim, eu não tinha um relacionamento “seguro” com o que eu comia. Eu sentia que estava sempre a um passo do perigo.

Minha mentalidade permanecia focada em “força de vontade” e “privação”.

Por vezes, eu achava que a minha força de vontade estava corroída — e eu me comia movida pela compulsão, como recompensa por mais uma noite mal dormida ou pela falta de exercícios. Era um ciclo insalubre que eu não conseguia quebrar.

Quando me mudei para Lima, a cultura alimentar dessa cidade tão conhecida pela sua gastronomia foram, de repente, se tornando uma parte da minha vida cotidiana — pão fresco, assados de porco, arroz com leite — tudo acessível a poucos passos da porta da minha casa. Apenas pensar em tantas delícias faz a minha boca salivar.

É claro, dado o meu estranho relacionamento com a alimentação, estar tão perto de comida deliciosa, reverenciada em todo o mundo, inicialmente foi uma fonte de desconforto.

No entanto, eu cheguei à conclusão de eu poderia lidar com esse conflito em qualquer parte do mundo, desde eu fosse consciente sobre o que vai para o meu prato.

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Eu estou vivendo a relativamente pouco tempo no Peru e sinto que tempo está me ajudando a criar uma relação melhor com a minha alimentação, pelo simples fato de que eu passei a ser mais consciente.

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Não aconteceu da noite para o dia, mas aconteceu.

Eu percebi que, para mim, a privação não era a resposta — esse seria apenas o caminho de volta aos meus antigos hábitos insalubres.

O meu segredo?

MODERAÇÃO.

Isso fez toda a diferença para mim: os alimentos que eu considerava proibidos (ou reservados para o modo “compulsão”) são agora parte da minha “dieta”.

Comer com moderação é um hábito de grande parte dos indivíduos que alcançam os maiores índices de longevidade, enquanto mantém o corpo e a mente em forma.

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Com moderação, hoje eu aprecio comida, sem culpa; meu peso é completamente estável; não faço dieta; me sinto melhor do que nunca na minha vida; e como o que eu quiser.

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Se, como eu, você descobriu que o seu relacionamento com a comida é frágil, espero que as dicas abaixo o ajudem a transformar a sua vida também.

1. Comer em horários fixos a cada dia

Esse ritmo natural o livra da distração de comer quando sente tédio, estresse, ou apenas porque a comida está disponível.

No Peru, eu passei a realizar três refeições por dia: café da manhã (às 7h00), almoço (às 13h00) e jantar (às 17h00), com um lanche opcional pela manhã. Eu sou fiel a essa rotina.

Quando seu corpo é treinado para esperar pelas refeições, a sua fome significa que você irá desfrutar da seguinte refeição.

2. Optar por alimentos reais e inteiros

Isso não só faz você se sentir melhor e mais saudável, mas também ensina a eliminar alimentos processados e de baixo valor nutritivo.

Quer dizer que entre um pão francês com manteiga e geléia versus ovos e abacate para o café da manhã, eu prefiro a segunda opção. Não que eu não consuma a primeira esporadicamente, mas eu sei que o meu corpo vai ser mais bem nutrido com a segunda.

3. Evitar exageros nas ocasiões especiais

Eu costumava me preocupar com os jantares de feriados e alimentação das férias, porque essas representavam tentações que eu não conseguiria resistir.

Na verdade, uma quantidade moderada de tudo está bem. Significa que está bem desfrutar de um modesto pedaço de bolo para sobremesa, um pequeno pedaço de pão, uma deliciosa fatia de queijo, etc.

Se você for desfrutar de tudo isso, coma mais leve no dia seguinte. Ter uma quantidade moderada de alimentos “proibidos” uma vez por semana, por exemplo, não o fará aumentar de peso. Ao contrário, manterá os “desejos” por mais à distância.

4. Parar de comer antes de se sentir “cheio”

Algumas pessoas têm uma maneira de saber como parar de comer quando estão quase “cheias”.

Eu vejo isso em minha filha de dois anos de idade, que come devagar e pára de comer uma banana pela metade, simplesmente porque ela se sente satisfeita.

Ao comer lentamente e estar consciente de como você se sente enquanto come, você pode parar quando já consumiu o suficiente, mesmo quando as porções são além de generosas (se esse for o caso, ótimo, você pode separar uma parte e terá mais uma refeição garantida para o dia seguinte!).

5. Beber água — o suficiente

A sede pode estar disfarçada de fome. Preste atenção à isso e tente consumir, pelo menos, o mínimo recomendado para o seu corpo e nível de atividade.

Eu costumo ter água sempre em mãos, mas se você não é o tipo de pessoa que anda com uma garrafa de água por todos os lados, existem formas de fazer com que ela seja mais apetitosa. Que tal colocar algumas rodelas de pepino, ou folhas de menta na sua água?

Tente aplicar essas dicas na sua rotina alimentar e me fale do resultado depois. Estou ansiosa para ouvir boas histórias!

2 comments

  1. Adorei! Pra mim fez uma grade diferença o sippers de minha parceira. Dois pensam melhor que um!

    PS: Adorei a foto dos poached eggs!

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